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Em Sorocaba fecharam 20 mil postos de trabalho de 2014 a 2017

20 NOV 2019
20 de Novembro de 2019
  O mercado de trabalho de Sorocaba acompanha o cenário nacional na medida em que teve seu auge em 2014, com 211.073 trabalhadores com carteira assinada, e passou à crise que extinguiu 20 mil postos de trabalho de 2014 a 2017.

Segundo os dados do Caged, compilados pelo economista da subseção do Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Fernando Lima, o período em que houve melhorias em todas as atividades econômicas (comércio, indústria, serviços, etc) foi de 2002 a 2014, no qual houve um fenômeno nacional de criação de empregos. Somente em Sorocaba os postos de trabalho na categoria metalúrgica dobraram de 19 mil para 38 mil.

A partir de 2014, a crise política iniciada com Aécio Neves questionando o resultado das eleições e, depois, com a operação Lava Jato que afetou a dinâmica econômica e social do país. Aliando-se às medidas restritivas do governo Temer em 2016, resultou no atual cenário desastroso para os trabalhadores. Só em Sorocaba foram 20 mil postos que deixaram de existir, entre 2014 e 2017.

Desse total, 15.500 foram fechados na indústria de transformação de Sorocaba (metalúrgicas, vestuário, alimentícia, vidro, borracha, papel). “Isso ainda gera uma dificuldade enorme para o trabalhador desempregado arrumar emprego e a indústria de transformação ainda não deu sinal de retomada na região de Sorocaba”, avalia o presidente do SMetal, Leandro Soares.

Entre as empresas que fecharam as portas, nesse período, estão: Tecsis, Comask, Campari, Grupo Momesso, Pries, diminuição da Jaraguá, entre outras, afetando a vida de aproximadamente 80 mil sorocabanos, considerando as famílias dos trabalhadores.

Sem sinal de recuperação

De 2017 a setembro deste ano foram gerados apenas 4.036 postos, número muito distante dos 20 mil perdidos.

O economista da subseção Dieese dos Metalúrgicos de Sorocaba, Fernando Lima, conclui: “como a quantidade de postos de trabalho é bem menor em relação a 2014, o ritmo de contratação também é menor, assim como o de demissões. Ou seja, temos um mercado de trabalho estagnado e com grande número de trabalhadores à procura de emprego”.


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CUT - 19/11/2019
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